Identidade, Raiz e Consciência On-Line

Espaço para mostrar culturas antigas que são preservadas até os dias de hoje.

C O N G A D O - Uma Festa de Reis e Escravos
Nas festas religiosas, o universo místico popular se exprime explicitamente por meio do catolicismo oficial. A origem do Congado está na África, no Cortejo aos Reis Congos. O Cortejo ao Rei e à Rainha era uma expressão de confiança dos súditos em seus governantes, que lhes proporcionariam a prosperidade na paz e a fertilidade. A homenagem aos Reis era feita ao som dos tambores e assim também começou a ocorrer no Brasil, pois o batuque é uma das maiores expressões culturais africanas.

A Irmandade do Rosário dos Pretos constitui-se no principal espaço de negociação entre os negros e o governo da província, possibilitando novas situações sociais, como alforias para essas pessoas. Nesse aspecto, a Irmandade do Rosário dos Pretos foi e é até hoje o meio político oficial de ação desse grupo na vida urbana e rural, com o intuito de louvar a N. S. do Rosário e S. Benedito e, assim a identidade cultural.

Desde o século XV, em Portugal, se tem notícias que os negros já se reuniam em irmandades, que elegiam e festejavam reis. Assim, aqui no Brasil, não demorou para a festa ser integrada aos dias santos do calendário da colônia. Apesar de no sudeste do Brasil, o Cortejo Real do Congo ser mais presente, essa manifestação é encontrada também no norte do país em Cametá/PA, no Esprírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Armação de Itapocoroy/SC, Catalão/GO.

O Congado é mantido através da família e da tradição oral - a memória do povo africano não utiliza suportes escritos ou iconográficos. Sua maior fonte de conhecimento são os velhos, as pessoas - memórias que ensinam para os filhos e netos aquela tradição. Para essa cultura, vivenciar a situação é mais importante que registrar ou aprender com aulas. Estar de corpo e alma é muito significativo para o registro dos fundamentos, que passará a estar marcado em sons, cores e formas próprio corpo do praticante. Para eles é necessário a prática, o entrecruzamento, a convivência nas tradições.

Entretanto, a tradição oral não se fecha de forma estática, parada no passado. É composta e assimila memórias dinâmicas, fiéis e móveis, repletas dos jogos e negociações existentes nas relações humanas, entre cada indivíduo e deles com o grupo. A partir desses contatos, desponta uma hierarquia que coloca a festa em ordem e transformava a rotina na preparação da festa.

Assim, a principal base de transmissão dessa tradição oral é a família, núcleo primário, ou de origem, que se amplia formando uma outra noção de família. Basicamente o pai ensina o filho, os sobrinhos. O avô auxilia o pai. Entre sobrinhos e filhos juntam-se os agregados - que não são consangüíneos, mas vivenciam o hábito, e passam, então, a fazer parte desta família. Diz-se que a pessoa que ensina, o pai, torna-se pai dos sobrinhos e também dos agregados. È uma noção de família que extrapola a noção tradicional de família cristã ocidental. Baseia-se numa linhagem, que significa uma formação educacional de saber manter os laços sociais e as regras de convivência baseado numa matriz, que é muito mais antiga que o pai. O pai é o último representante dessa linhagem, ou melhor desse conhecimento transmitido oralmente.

Cada terno então é tem como núcleo, uma família consangüínea, que forma a grande família do terno. O terno pode ter até 4 capitães, sendo que, o primeiro capitão representa o pai daquele grupo. O seu filho de sangue que deve substituí-lo, quando morrer. Normalmente, a irmã, ou tia, ou mãe do capitão é a madrinha do terno que representa a grande mãe.

As figuras femininas tem muita força dentro do Congado: às mulheres é reservada a função de escolher a farda, a roupa, a comida, os bordados dos estandartes e a bandeira que vai ser usada nos dias da festa, e deve estar dentro dos fundamentos originais da manifestação. São também portadoras da ligação com os rituais de Umbanda e Candomblé - onde se guardam os segredos místicos do rito - e que são centros formadores dos Congos.

Mas o que mantém o rito é a fé. Fé sincrética, mista de batuque africano com tradição católica. É na fé dos santos católicos que é depositada a legitimação do rito para os próprios congadeiros. E o batuque é a consagração do poder de transformação e aceitação da realidade que vivenciam. Essa prática é, antes de tudo, uma prática sócio-cultural.

Página Principal!
Não podemos deixar de Falar...
Lider Negro de Palmares!
Nosso País não pode deixar de Homenageá-los!
Assuntos  Culturais da Raiz
Homenagem aos Negros que Realmente Representam!
Cultura Negra Na Arte!
Cultura Negra no Esporte!
Cultura Negra na Religião
Cultura Negra Na Literatura
Músicas de Modo Geral
Matérias Interessantes
Chegou a Hora!!!
Nossa Árvore!
Novidades do site
Faça Seu Cadastro!
Entre em Contato!

 

 

 

 

 

 

 

____________________________________________________________

*

 

Divulgue Nossa Cultura!

Contamos com a Sua Colaboração. Clique aqui e mande Seu E-mail.

________________________________________________________________________________

Portal Black - Identidade, Raiz e Consciência On-Line! Copyright © 2005 - Todos os Direitos Reservados
Apoio e Design KCM Designer Soluções